Canela de Verso e Prosa Pela Estrada


Descortino memórias.

Minhas decepções são póstumas,

história das escolhas tortas

que fiz.

Renasço acolá um dia

mais uma vez aprendiz.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 19h18
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Quando a poética não deixa de ver pedra na pedra

Se essa roleta russa viva que é a vida resolvesse mudar de brincadeira para ser piscina de bolha de sabão... ainda assim eu desconfiaria. Ardendo os olhos em percepções escorregadias tudo tenderia a se manter na jogatina pelo maior monte de ilusão.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h19
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Esse, o outro, quem é?

Que se aproxima ou se esquiva,

enobrece ou mesquinha,

é verdadeiro ou não sabe que poderia ser.

Quem é?

O outro, mesmo, nesta palavra genérica,

a mão do afago amigo ou das unhas ferinas,

dos olhos enormes por ti ou por si.

Quem o que te quer ser?,

essa é a pergunta que é.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h06
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Se um dia me buscaram na forma de mariposa

enganaram-se em natureza, confundiram forma.

Posso já ter me espreitado pelas dores feito lagarta,

me fechado como quem se faz morta,

e até enganado o olhar de quem devora.

Mas por todas as noites caminhadas

minha virtude contam as asas

para o sol que me enamora

sempre em metamorfoses.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 11h27
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Engarramento de Linhas Desengarrafadas

Olho os livros emprateleirados. Alinham e desalinham em simplório subjetivo estilo. Alguns se fincam feito andaimes, outros tijolos, massa, concreto, tinta... mas jamais telhado. Alguns, por uma perspectiva de autoria, janelas distintas e até mesmo porta aberta. O que fala de mim esse amontoado literário meticulosamente eclético? Na vista grossa, engarrafamento para o nada. Na entrelinha da raridade de quem sabe palpar-me, um desengarrafamento livre rumo às percepções do muito.

Vícios poéticos, articulações prosadas, estudos do comportamento, arquitetações psíquicas e/ou sobre psiquismo, olhares de mundo, e algumas espiadas mundanas. Mais as incógnitas do oculto, as investigações e hipóteses de tudo que rege e governa o universo além dos véus. Ainda mais as reflexões sobre o humano e o que constitui seu universo de possibilidades. Olho tudo isso e sinto uma enorme paz, e ao mesmo tempo um tumulto.

Meu caminho segue espontâneo salteando páginas. Sei bem dos outros no que tange ao meu trabalho. Faço descobertas tristes, embora alguminhas alegres, no mergulho do pessoal. E o que me tranquiliza é ser quem sou, da forma que sou... sem pretensões de capas, pulsante por linhas, livre feito uma única palavra.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 18h57
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Maquiagem

Depois da despedida

no despir-me

desfilando a cara limpa,

veio a maré das cores

iluminando meus contornos.

 

Sem excessos ou alegorias,

alongo os cílios

brilho os olhos

purpurino os lábios.

 

Sábio o que me reconhece

na mulher que se corteja

pela vida admirada.

- Bem-vindo.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 11h17
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