
Esse, o outro, quem é?
Que se aproxima ou se esquiva,
enobrece ou mesquinha,
é verdadeiro ou não sabe que poderia ser.
Quem é?
O outro, mesmo, nesta palavra genérica,
a mão do afago amigo ou das unhas ferinas,
dos olhos enormes por ti ou por si.
Quem o que te quer ser?,
essa é a pergunta que é.
Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h06
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Engarramento de Linhas Desengarrafadas

Olho os livros emprateleirados. Alinham e desalinham em simplório subjetivo estilo. Alguns se fincam feito andaimes, outros tijolos, massa, concreto, tinta... mas jamais telhado. Alguns, por uma perspectiva de autoria, janelas distintas e até mesmo porta aberta. O que fala de mim esse amontoado literário meticulosamente eclético? Na vista grossa, engarrafamento para o nada. Na entrelinha da raridade de quem sabe palpar-me, um desengarrafamento livre rumo às percepções do muito.
Vícios poéticos, articulações prosadas, estudos do comportamento, arquitetações psíquicas e/ou sobre psiquismo, olhares de mundo, e algumas espiadas mundanas. Mais as incógnitas do oculto, as investigações e hipóteses de tudo que rege e governa o universo além dos véus. Ainda mais as reflexões sobre o humano e o que constitui seu universo de possibilidades. Olho tudo isso e sinto uma enorme paz, e ao mesmo tempo um tumulto.
Meu caminho segue espontâneo salteando páginas. Sei bem dos outros no que tange ao meu trabalho. Faço descobertas tristes, embora alguminhas alegres, no mergulho do pessoal. E o que me tranquiliza é ser quem sou, da forma que sou... sem pretensões de capas, pulsante por linhas, livre feito uma única palavra.
Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 18h57
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