Canela de Verso e Prosa Pela Estrada


De repente tudo do interno que sou torna-se matéria,

transcende a própria pele depois de explodir no pulso da artéria.

De repente insatisfeita a natureza se satisfaz

e em paz se aceita...

o caminho é ir sempre mais.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 11h59
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Os vinte e dois quilos perdidos estampam na silhueta emagrecida os vinte e dois tempos e contra-tempos de quem dentro de seu próprio ritmo foi para a beira do rio lavar a alma e a pele. Limpeza no ato de simplesmente olhar-se no reflexo e deixar ir, partir de si, tudo aquilo que desforma o que veste. Sabão a sabão das reflexões, para cicatrizar os tecidos, permiti que fosse embora... nós cegos de padrões outros, tristezas bordadas de erros meus, linhas velhas de passado puído, capas forjadas de chuva usadas em dias de sol, manchas de tinturas avessas a natureza do fazer bem. Se hoje retorno ao rio, levo flores brilhantes nos olhos, um banhar-me por gosto. Receita de vida aprendida... ser torna-se fluido liberto das margens, quando se respeita as próprias verdades.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 11h20
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Pé de Página

# se quiser pertencer, faça-te presente

# determinadas circunstâncias pedem mergulhar no aprofundamento, determinadas profundezas pedem respirar na superfície

# das matemáforas: ponto sem vírgula, ponto. sem grandes elocubrações. apenas o gesto de caminhar pelos tempos aprendendo a identificar, exercitando o escolher, na linha do tempo presente o que soma e o que divide. para ser mais no que multiplica, e não sair subtraída no que é para ser subtraído... ou melhor, não se encarcerar na raiz que extrai

# atention: liberdade pode ser uma torre alta com a chave roubada, libertar-se pode ser um vôo supremo



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 17h54
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Dessa Cordialidade Suprema

 

Me libertara de ti

e automaticamente das que fui

feito borboleta em vôos viciados,

obrigada.

 

Rompera a corrente que restava

por mim arrastada de passado,

que tão bem desenho-espelhada

em ti me vi.

Obrigada.

 

Aquela inquietude afunilando a garganta,

hoje já não se faz mais grito rente-abortado

e sim movimento de dentro, por mim.

Sim... me fizera palpar a concretude do eu posso ao libertar-me...

pois,

 

fora o atrito que desentranha,

a pressão a máxima que desentala,

a chave que abre

- o b r i g a d a...

 

Então, faz favor, aceite de bom grado,

embora a distância,

essa doçura minha inesperada

de quem cordialmente se confessa e declara

grata.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 01h04
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