Canela de Verso e Prosa Pela Estrada


NU

Gosto dos justos de espírito, dos sinceros de olhos, dos honestos consigo. Minha peneira é a transparência, mesmo para águas turvas, faz parte da vida. Admiro os autênticos, respeito as diferenças, e tenho por hábito iluminar o que vejo de bonito. Gosto de encontro, dos livres para sentir, dos verdadeiros no abraço, dos fiéis na palavra. Enobreço os de coragem, afasto os mesquinhos. Torço pelos que amo, e não sei amar quem não entende de torcida. Me identifico com os que cuidam, repudio os perversos. Meu lado A é um universo de ternura acolhendo. Meu lado B é a fúria combatente aos que ferem com intuito. Minha prosa dá sempre um jeito de ser poética, mas minha ironia vira e mexe aparece para repelir os frios. Gosto mesmo é do humano de verdade, da pluralidade dos tons. Tenho essa mania de acreditar na alquimia, e aposto no crescer lado a lado. Sou por vezes um excesso de atitude, mas sempre busquei a parceria. Para entender minha coerência basta estudar a palavra integridade. Sou um mundo de pensamentos, e viver para mim é sempre intenso. Quem gostar que me goste.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 14h01
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CORREIO DO CÉU

Vó,

É final de junho aqui na terra. Pela segunda vez sua flor de maio floresce, a primeira foi no primeiro ano dela comigo, o que já deve fazer 2 ou 3 anos. Passei essa semana acompanhando os botões aparecendo. Um tempo atrás cheguei a me preocupar, ela se desmelinguia e meus cuidados não pareciam dar certo. Mas hoje de manhã, que coisa linda! Tons tão mais intensos, flores maiores.Tem algo de flor de maio acontecendo em mim, ou na minha vida, por isso essa vontade de te escrever...

A vida digo que está boa, não fácil, mas melhor do que previsões de tempos outros. Ah, minha linda, se eu tivesse te ouvido um pouco mais... só agora entendo certas entrelinhas da sua tagarelice. A alegria é mesmo uma sabedoria. Talvez hoje eu possa dizer que sei algo internamente sobre paz. Talvez só agora esteja realmente aprendendo sobre escolhas, e me sinto calma para fazê-las. Em algum processo de amadurecimento creio ter descoberto a herança do seu dedo verde, e de seus olhos nada cegos para desvendar quem é quem ou o quê.

Obrigada por ter me feito jardineira, e na terra da força ter plantado a semente do amor incondicional. Obrigada por ter persistido nas mãos do discernimento, e por ter ralhado com as minhas ilusões. Obrigada pelo gosto de caminhar ao sol sem temer o escuro. Obrigada pelo respeito à arte e a poesia da minha natureza, e por ter me ensinado a com ela ir além dos temporais sem precisar me esconder dos raios. Obrigada pela fé na cura que vem de dentro.

Um cheiro no cangote com o eterno gosto pela sua gargalhada,

da sua filha-neta,

C.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 12h59
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-Posso me apaixonar...

-Também corro esse risco...

-Dá a mão, então.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 01h50
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Das alquimias do caminho, seja feita a magia da trança das palavras. Que o agora tenha o reconhecimento do sagrado, aquilo que mais nos fala por dentro em alimento. É no presente que se transmuta os versos mudos em poesia realizada. É na atitude nossa de todos os dias que se transforma as escolhas e se cria um tempo novo bom para viver. Existir é na arte ilimitado... se expande na troca, encanta o tato.

-Muito prazer, me chamo poesia. Que tal beber na fonte das prosas?



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 17h02
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Em algum tempo outro tive a estranha e lúcida idéia de mandar emails para mim mesma. Nada de derramamentos confissionais ou lembretes calendáricos, simplesmente insights. Frases curtas pescadas dentro de mim mesma feito descobertas miúdas. Ontem a noite, qualquer coisa me fez abrir a pasta nomeada C para C. O primeiro vinha com uma imagem anexada de uma bússola, exatamente o que buscava entre meus pensamentos em desalinho...

Mudanças voam no mesmo ritmo do tempo. Triste daquele que vive remando contra a corrente. Sozinho o que se perde de si e não vai aonde o pulso faz valer a pena. Nada disso seria capaz de dizer com pouco caso ou menos valia, pois aprendi nos retalhos que a vida faz na pele, como qualquer outro ser humano, e talvez tenha sido isso que me fez iniciar aquelas mensagens, como a tatuagem feita nas minhas costas, para jamais esquecer.

Por que escrever sobre isso? Há no momento uma lista a ser posta em dia, que talvez não sirva apenas para mim... vai aqui...

*deixa partir de si tudo que te prende nos velhos caminhos... dúvidas e inseguranças nos encarceram em um tempo ou espaço sem pertencimento... não há vergonha em ir em busca de acolhimento...

*saiba perceber o olhar do outro para ti a partir das ações daquele olhar específico... não tente encaixá-lo em outros olhares que já te olharam, isso distorceria tua percepção e impediria o novo de vir...

*jamais se suponha com tanto a ponto de se fechar no próprio umbigo, nada te tira da condição de humano, nada de fato te protege de decepções... decepções são valiosas pelo crescimento... e nada traz mais paz do que se sentir coerente em si, com sintonia entre desejos, atitudes, sentimentos e palavras...

*leveza e humor fluem a inteligência...

*tenha gosto com tudo o que de ti se revela... e aquilo que não te parecer favorável ao seu tempo presente, tenha coragem para arriscar diferente... o medo é pai da angustia, e covardia não me parece coisa fiel a essência...

*despreocupe-se quanto a ser compreendido... ser é livre, e isso ímã aqueles que falam a mesma língua...

*segue a estrada sem olhar para trás, recrie suas sementes, cuide das flores, e leve na bagagem somente aprendizados... você vai ser capaz se não duvidar...



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 16h16
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 Talvez saiba sua intenção. Talvez tenha alguma surpresa boa. Te passo a vez para o talvez.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 00h17
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Se foram equilíbristas esses meus últimos passos

ou distraída peguei esquinas errantes

ou mesmo por leveza entreguei excessos,

era só por festividade, somente no ser alegre

- coisas de permissão e despreendimento que rejuvenescem.

 

Coerência interna é minha única reza, confesso.

Mas agora aparece algo novo em prece...

 

Senhor do Tempo, agradeço os ventos,

reaprumo ao leste, peço discernimento.

Dai a luz sobre as escolhas,

dai o sono leve da criança que acerta

o beabá no alfabeto da vida que floresce.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 23h53
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"canto que é de canto que eu vou chegar"

Último show dos Los hermanos? Começar por essa palavra é realmente esquisito... e creio já ter aprendido o suficiente para não ousá-la de forma deliberada. Diria, ou começaria, assim: a chave do tempo, de composições vividas em metáforas, desformata contratempos e abre a permissão das primaveras inesperadas. Há nisso um arranjo absolutamente tocante, que leva a aceitar em paz o fato de que nada nesse universo é mais íntegro a natureza humana do que o possibilitar-se recriar. Sim... parto de um ângulo confissional, passional, pessoal e mais alguns als... tudo que por enquanto consigo dizer, porque há uma necessidade visceral em dizer algo, é que nada dá um gosto tão vencedor quanto se descobrir limpa de sentidos passados e livre a aventurar-se em sentidos novos.

Há um fato verídico, constatado e proclamado de um tempo que se encerra. Ou mesmo no interno já havia se encerrado. Mas como tudo que é alquímico, há aquele momento de pausa e espanto, olhos arregalados e suspiro, e um vibrar de dentro para fora levantando a bandeira do sorriso de se chegar ali. E dali, novos começos, abertura para jornadas ainda maiores. É um libertar-se sem medo das consequências do amanhã... um colher as flores dos aplausos. Pura magia se manifestando... como sempre.

Voltando aos caras, mais do que de parabéns. 15.000 pessoas talvez diga algo, embora não me soe ser essa a métrica. Se chegaram aonde chegaram foi exatamente por cumprirem aquilo que traziam como verdade: não ser padrão, não se vender aos pré-formatos da arte pela arte, se darem a permissão da autenticidade. O que aumenta a minha desconfiança na utilização da palavra último... tudo continua me cheirando a inícios múltiplos. Então, a todos, principalmente nesse tempo atual de enfeite dos namorados: bons novos inícios, bons vôos, uma boa viagem pelo o que toca a liberdade das metáforas em acordes e arranjos inusitados. Aceitar a flor e dar à ela o lugar que a alma pede pode ser anúncio de felicidade.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 23h32
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São tantos pormenores e vírgulas e entrelinhas,

percepção dentro da percepção

em permissões aventureiras e desrítmicas

que tanta pouca coisa na máxima íntima

eu diria ser meu verdadeiro som.

Mas de cada dia passado até a essência bem vivido

(nada diluído, diga-se de passagem)

fica essa mania voraz por criar história,

tatear a partir do eu os poros dos personagens

feito criança rindo na arte de colecionadora

feito músico pescando o acorde.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 23h17
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Aconchego e descobertas... são os ares desse inverno novo que me chega. Há aqui dentro um suspiro alegre e tranquilo inspirando todos os tatos e sabores da nova estação. Talvez esse gosto de cobertor voador, essa calma de um aprendizado por vez, feito passo a passo sem receita, apenas permissão ao sentir. Sim... ando passional comigo mesma, permissiva ao mundo novo, em mudança de horizonte, talvez não permanente, mas definitiva. Que bons ventos sempre nos encontrem...



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 18h24
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