Canela de Verso e Prosa Pela Estrada


Gostosuras e Gostosuras

E tem coisa nesse mundo tão gostosa

quanto ver uma criança sorrir?

A face toda que se ilumina

e o som fácil, espontâneo, livre,

as feições parecendo abraço

se expandem, encontram aqui dentro...

Sim, aqui dentro, bem no centro do adulto,

certeiro feito arco e flecha.

Ah, chega cá que te conto uma história!

Ah, chega mais que junto inventamos história!

Surpresa? Flores? Para mim?

E tem coisa mais gostosa que fazer gente crescida

sorrir feito criança?

*sempre meu eterno agradecimento aos pequenos grandes ouvintes participantes...



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 20h25
[   ]




Meme 161

Entre reais e palpáveis escritores virtuais, ocorre a dança do Meme 161. Recebi da moça querida do Outras Cenas o convite:

1- procurar um livro próximo (o primeiro que aparecer, não vale procurar um livro);
2 - abri-lo na página 161;
3 - procurar a quinta frase completa;
4 - postá-la no seu blog;
5- não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6- repassar a outros cinco blogs.

Olhei meu arranha-céu de livros a volta... sim, arranha-céu com todos os significados de entre-linhas e entre-letras. Pensei: seja honesta, o mais próximo. E de fato, daqui onde escrevo na tela, tenho sempre ao pé, bem ao lado, A Descoberta do Mundo, da Clarice Lispector. Por ser Lispector, Clarice, por ser Clarice, Lispector, dedilhei as páginas com respeitoso ar de mistério. Frases contadas, feito revelação simbólica estava lá:

"Ele então aconselhava um pouco menos de dureza para com eles próprios."

 Já me falaram ser na mesma proporção da minha doçura, a minha dureza. E bem verdade, os últimos tempos ventaram sobre pesos e medidas, a ponto de metamorfoses entre flexibilizações e valores ainda se processarem, o que gera uma estranha transformação nas escolhas. Com a frase feito um letreiro piscante a frente, espiei o seu título: Aprendendo a Viver. Ontem mesmo isso era assunto na madrugada com borboleta tão querida. Anteontem mesmo era troca em palavras entre guerreiras recém encontradas que fazem do encontro a arte do enriquecimento. Ante-ante-ontem era eu no cara a cara tentando achar os pesos da balança a cores e ao vivo. A curiosidade pôs-me a alinhavar mais sentidos, busquei o fim do texto: "Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena! Feliz Ano Novo."

Respirei... me disse: então, esses re-27-anos em 1 ano realmente valem a pena...

Me ajeitei na cadeira, feito bordado pinço essas letras agora... e envio a continuidade da brincadeira para essas moças aqui:

Dricota , BetaPerez , TatiMunizClaudiaLetti , JuHollanda

Mais o gosto de um domingo recheado do sentir de que a vida encontra pulsos, intensifica fluxo, amplia sentidos... e elos somente tornam-se anéis sólidos no afeto, com seus exercícios permanentes de cultivo, sinceridade, troca, receptividade, coragem...

E as dicas: também ando por aqui: Crônica do Dia, graças ao encontro da moça das Expressões Letradas,  bela guerreira entre belas Artemísias, encontradas nessa inesgotável arte do encontro pela trilha sonora da Nana... essa arte nossa de todos os dias é ciranda encantada...



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 15h29
[   ]




Descontratempos

Sejamos pornograficamente antropofágicos

enzima a enzima contemporânea ao alimento,

na maior revolução libertária:

a de dentro.

Antropofagia Já!

Sejamos mais vorazes

e menos voráveis.

Nos solidifiquemos...

sem que pedra seja pedra,

que afeto floresça cactos.

*porque andrades têm me levado para cama, e me acordam de madrugada... ô poeta, desperta. aperta o passo. chega junto...

*oswald embala: ô-vá-lá, ô-vá-cá, vamos.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 22h46
[   ]




Acontece que encontros de semelhantes não são coisas de outro mundo, ou mera especulação cinematográfica, são tão verdadeiros quanto a própria veia que pulsa e oxigena. Algumas pessoas são gostantes, degustáveis, amáveis desde a primeira vista. Se isso é coisa de outra vida? Qual diferença faria, se no aqui e agora, no tempo do antes e do sempre, ocorre esse querer bem com as vísceras e com a alma? O que vale são as mãos cheias de flores, que tocam, acariciam, trocam, e em duo encontram toda a significação dos sentidos... Sim, é como se fosse um eterno descobrir beleza em um encontro primeiro, e, ao mesmo tempo, um inesgotável amor sem fundo como se construído por uma vida inteira... reencontros, reencontros, reencontros: encontros de inteiros. Enquanto Nietzsche ecoa: "Eu só poderia crer num deus que soubesse dançar", eu faço canto: eu só creio naquele que faz da vida um par de dança.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 14h00
[   ]




"Foram me chamar / Eu estou aqui / O que que há?"

 Quando o tempo separa, separações tornam-se partes ardidas, desamparam. Mas explica o tempo em suas andanças o sentido de cada parte, soma aonde se fora subtraído. Muitas histórias compõem a história da moça namoradeira, mas fato foi que o homem das palavras vermelhas adulterou seu livro mudando capítulos. Foram felizes, verdadeiramente, em cada sonho de amor sonhado junto, que de tão grande a dimensão daquilo, não souberam fazer valer o caminho. Bifurcaram os passos no perdido da estrada, separaram-se feito dois desconhecidos. A moça viu o tempo escurecer no vento mais triste, passou tempo aguando os sulcos do chão. Depois, desgovernou o prumo aventurando-se feito louca no abismo.

Começou por experimentações ousadas, relâmpagos de atos inesperados, rachou vidro, subverteu valores de matérias-prima. Então, apareceu o menino dos olhos negros, o toque no fundo revolvendo os desejos, a boca em pimenta salivada. Foi afago de guarda-chuva. Encontro na medida. A moça em desatino camuflou a identidade, e o menino, tão menino, sequer desconfiou daquilo. Mas ali, bem no meio da sua vida, já parecia ter sua missão cumprida: a moça reformara toda a casa. Veio o momento da dessintonia, desfazendo o que sintonizava, adormecendo na madrugada. Apresentaram-se outros, fizeram rir a moça em liberdade. Em seguida, mais um tanto de outros, iluminando na moça os ares e danças das conquistas. Agora a moça por dentro se reformava. E veio o máximo do humano em entrega, atropelando feridas velhas, muito velhas, assustando com atitudes vazantes de tão claro e certeiro. O moça imersa em desconfianças interrogativas sobre aquele imperativo masculino, no olho do furacão, foi roubada pelo homem do azul tocante. Esse homem, tão homem, dez anos vividos além do menino, em pouco tempo, curou velhas marcas ardidas. Encontro na medida. Como quem faz música, seduziu partes, tocou com doçura, revelou à moça os aprendizados dos inteiros. E ela abriu os dedos, acenou em despedida, no tempo de cada um fazer sua própria viagem.

Em uma floricultura à beira de estrada, reviu o homem das palavras vermelhas. Com o sabor dos belos sonhos em brasa, cogitaram possibilidades. Mas palavras, simplesmente palavras, não erguem morada. O tempo por ali parecia não haver passado, e a moça já não mais sabia crer no abstrato. Retornou o máximo do humano em entrega, com todo o não acaso da beleza dos encontros pela vida, imperou a força da amizade. Com a ternura de um novo velho amigo, estendeu à moça um espelho fazendo refletir o sol no que faltava libertar-se. A moça, inflando o peito de coragem, disse: compreendo, essa missão agora é minha comigo.

No tempo suficiente, nada mais, nada menos, bem na medida, agradeceu os significados de cada um em sua vida. Acariciou a mulher observada no espelho. Admirou a revelada pelo homem das palavras vermelhas. Sorriu abrindo a porta, como o menino dos olhos negros ensinara. Escolheu por apostar na semelhança dos inteiros, como restaurado pelo homem do azul tocante. Se inspirou no máximo do humano em entrega, na busca corajosa do querer. Por agora, anda por aí serelepe, de braços, mãos e coração leves, abertos.

Pau que nasce torto, mal não se endireita.

Moça nascida namoradeira,

passa a vida beijoqueira.

Ah... o que que há?

Tanto torta, mais inteira.

;o)



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 12h21
[   ]




Deixo ir uma parte, por querer chegar à outra parte.

Faz parte da arte despedir-se das partes,

desvendar-se.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 13h53
[   ]




Vira e mexe vem a imagem de um olhar espichado quase sombrio a minha frente, no momento em que a boca entre fumaças perguntava:

- Como você vai viver sem acreditar?

Lembro ter respondido com meia dúzia de palavras displicentes, despreocupadas com a forma em que seriam ouvidas, com a percepção de que a densidade que me interrogava não tangenciaria a mudança dos lugares das minhas verdades. O olhar a minha frente era triste, refletia uma tristeza alheia, embora eu tenha das minhas. Cheguei a ter um impulso de rir... talvez por graça, talvez por nervoso, talvez por distância... ironias instintivas. O fato era: por um lado, havia uma profunda preocupação do outro comigo, calcada em uma forma de existir da qual já me encontrava livre; por outro lado, uma complexidade do subjetivo, quem me questionava, questionava a si partindo de mim.

Mas recordo bem todos os meus pensamentos em resposta, que por respeito ao momento mantive em silêncio...

Quem disse que eu deixei de acreditar? Ah, meu bem, nunca cri tanto antes! Será, meu Deus, que você realmente perdeu o fio da minha meada? Aonde está você perdido na minha história a ponto de não saber me ler nos olhos? Olha! Olha bem pra mim, era para estar orgulhoso, vê esse tanto de vida que aprendi, mais as dores que não parei o caminho pra ficar chorando, mais o quanto me dei para estar hoje bem na sua frente sorrindo! Será o benedito? Tá, é verdade, eu deixei de acreditar em um monte de coisas, principalmente em esperas do outro, posso não ter mais nem um terço das ilusões de antes. E você esperava que eu ia passar a vida inteira acreditando no amor e assim me trapaceando por estar sendo trapaceada? E você acha que acreditar é perseguir uma fantasia escorregadia? Amor não é vento e palavra, e é coisa que se vive quando se está sentindo! E principalmente quando feito possível! Será mesmo que você não está conseguindo ver que agora sim eu descobri o que é acreditar? E além, aprendi a acreditar em mim... Meu Deus!... no que você acredita?

Como vai longe a cabeça quando o coração sente...



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h09
[   ]




 Certa vez me vi no impulso mais certeiro fazendo a provável grande simples escolha entre todas: não quero ser flor para o outro, não quero que o outro me seja flor, nasci jardineira, o que quero ao lado são jardineiros, cultivar no par, descobrir na pluralidade do cuidar. Sim, descuido comigo é quase ofensa, espinho é poda... há nisso a polaridade da qualidade e do defeito. Mas firmo o pé: eis minha natureza.

Uma paz intensa tenho com isso: no meu jardim apenas fica o que vale, e não tenho vaidade com quantidade. Desde então mergulhei nas peneiras do discernimento, luto diariamente para não ser nem fazer julgamento, mas sim encontrar clareza, seguir inteira. Aceitação é uma pedra preciosa, a linha divisória das partes: o que me cabe, no meu tempo faço, o que cabe ao outro a responsabilidade passo... e realmente aceito como cada um escolhe ser ou se fazer, e me respeito dentro das sintonias, me afasto sem barulho dos ruidosos, fato.

Por que escrever sobre isso agora? Vem de tempos sendo pauta constante nos meus dias: quando mais descreio no humano, o universo venta e conspira a ter fé. Não vou falsear dizendo que ser assim é fácil, é doído. Mas difícil seria ser coisa outra, bicho de superfície. Por vezes me estremeço por completo... daí aprendi sobre cautela... para ser cuidadosa com o outro é preciso antes ser consigo. Eis então que acontece a alquimia da entrega: semelhantes me cercam.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h27
[   ]




Vale muito a pena...

litero-amplamente vale!

A pena, a caneta, o lápis,

a história, as linhas gastas.

Toda a prosa dos suores vale,

cada tentativa pulsante de risco,

junto ao arsenal de tentativas desrimadas.

Custo alto seria um viver apagado,

um penalizar-se por não esforço.

Pois sim, vale esse sentimento

de conquista íntima, ter feito a pena,

pago a pena, penado com a pena,

e na simplicidade do que vale, o retorno:

pele-alada realizada, pelada vestida de flores. 



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h10
[   ]




Costurou atos, desbordadas ficaram falas.

Na casa das palavras, telhado de vidro chama coragem.

Fez a revolução, a bandeira foi-se dos dedos.

Pariu fantasmas, deu a mão a um padre beijoqueiro.

Largou o vício, desaprendeu a ser fumaça.

*Inspirado em Nano-Micro-Contos de Débora Bottcher, em Crônica do Dia.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 11h16
[   ]




Tantos são os universos... cada um de si gesta aquilo que vem a ser. Nada é fixo, fadado, martelo-carimbado. Escolhas imperam nos reinos internos, fato. Cada um com seu governo, com suas terras. Beleza é a descoberta do outro. Conquista é a paz harmoniosa no encantar-se na descoberta. Revelar-se por escolha aberto. A coragem é sempre essa personagem necessária nas fronteiras, a permissão do querer, o aventurar-se no chegar perto. Abaixar a guarda é reconhecer o que chega... se expor mesmo na vulnerabilidade, quando o olhar lê carinhoso os olhos do outro.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 12h22
[   ]




Se a palavra é intensidade,

que coisa estranha seria dosá-la.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 10h18
[   ]




Entre-Calos-Incaláveis 2

 "A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida", tantas vezes, algumas ácidas, algumas doces, saiu concordante pela minha língua. Mas uma coisa é fato, não há quem não brinque em repetir ou reinventar sobre o dito do poeta. Meu universo de dentro, tão cheio de Vinícius, bossa e soneto, mais a passionalidade a converter o que toca em verso, no momento teima: encontro é da vida a arte. Todo ser humano tem dos seus calos, às vezes por conta deles se perde o tempo, se transforma encontro em desencontro. Mas, veja, é esse reconhecer que subverte a indisponibilidade à possibilidades. Calos vão se opor, é claro. Clarear calos, falá-los, esvaziá-los, é transpor, libertar-se. Há nisso um comprometer-se consigo na medida do sagrado: se dar novas chances.

"Os opostos se distraem

os dispostos se atraem"

(Fernando Anitelli - O Teatro Mágico) 



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 07h45
[   ]




O tempo é apenas esse, presente,

desausência de caminhos

quando os pés tateam as possibilidades no que sentem.

Descalçar-se é libertar-se dos artifícios,

ser simples na medida do equilíbrio

e achar no toque a permissão

dos novos inícios.

 



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 10h47
[   ]




Mudança Criativa. Eis o par de palavras penduradas em um bilhetinho para mim mesma, já há algum tempo, na parede do canto das plantas e projetos do eu. O bom de ter história é ter aprendido vivendo. Toda vez que me deparo com alguém confinado à uma forma de viver parada no tempo, sem guinadas por buscas ou qualquer movimento de se satisfazer no presente, me indago sobre o que fazem os passos nos pés dessa pessoa. Atar a si mesmo me parece uma armadilha às cegas... e eis o fundo porão da carceragem do sofrimento. Desde pequena a identificação é maior com aqueles que se esfolam, mas tentam. E o passar do tempo na minha estrada acentuou esse meu traço: fazer rascunhos e rasbiscos, riscar o medo, arriscar o risco. No mínimo um rir despreendido: tá valendo, fiz, faço, permanecerei fazendo. No máximo, a melhor das gargalhas com as mãos pulsando: sonhos realizados. Afinal, o que seria a vida sem a possibilidade dos caminhos?



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 08h57
[   ]




Muito prazer, sou da terra das palavras. Todo meu silêncio confessa e tagarela, lá os encontros são literários. Minha ceita é do afeto, aonde as águas fluem cristalinas. Pouco entendo de ruídos falseados, nada bem lido com o poluído. Rezo todo dia em poesia. Escrevo capítulo a capítulo o meu livro. E toda vez que linhas carinhosas me estendem a mão, agradeço com flores a beleza das prosas. Veja bem, prosas inteiras são rosas sem espinho. Lá na minha terra, vizinhos são jardineiros... cada um com sua especialidade, únicos, não se comparam, mutuamente se acrescem. Paz é a foice usada no preparo; respeito, a estação do cultivo. Dizem aqui nessa terra, que esse viver  de lá é ingênuo... mas não acredito. A essência da raiz guarda o primordial para as alquimias... essa é a sabedoria dos antigos de onde venho, aonde portas e janelas ficam abertas sem perigo. Isso é lá, eu sei. Por agora estamos aqui. Mas me diga, a que terra pertence?



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 21h43
[   ]




Todos os sonhos por dentro cultivados feito em estufa. A umidade precisa. O sol a nutrir sem queimaduras. Em um recanto de mim mesma, cuidado pelo circundar das águas, orquídea. Há nisso uma inesperabilidade exata da forma. A que por fora enfrenta qualquer tempestade, como velha árvore de tronco largo frondosa... por dentro, em combinações de cheiro e cores, fazendo do broto a primavera, sempre delicada.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 19h48
[   ]




Quanto tanto da mão já rolara

desatando panos, roçando saliva e hálito?

Até há pouco já nem me lembrava...

mas a safada roupa

que fora ao armário sem água

e hoje correndo enfiei no corpo

me fez todo tempo me trazer outro corpo,

tinha perfume guardado.

Já me despi, me lavei,

pus panos outros...

e continua aqui

em meu corpo a vida do outro,

o cheiro a me tatear, impregnado.



Palavras Caminhadas por Cris Ebecken às 22h15
[   ]


[ ...passos anteriores... ]

 
Tempos Caminhados
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007


Janelas a Volta
  Impressões
  Sonhos do Mundo
  Sophia Lírica
  Quem Sou Essa
  Outra Parte
  Mais Cenas
  Afrodite sem Olimpo
  Expressoes Letradas
  EduMMF
  Pseudônimos
  Feminino Plural
  Via Tarot
  Pitacos
  Arte Reflexa
  Vadiando
  Zoe Tarot
  Palavra de Pantera
  Dias de Voragem
  Doce Rotina
  Coisas que somos
  Outros lados
  Os olhares de Tati
  Das coisas que...
  Nandita
  Dançando na chuva...
  A vida não tem...
  Fao Cartas
  CabocloPunk
  Super Diário da Mari
  Germina Literatura
  Amargando Felicidade
  O Pátio
  Crônica do Dia
  Sachet
  Perto do Coração...
  Releituras
  Versos de Falópio
  Escola Lucinda
  Poesia Mix
  Glad
  Chicas
  M-Música
  Sonekka
  Camenietzki
  O Teatro Mágico
  Ceumar